A revolução da cerveja na terra do vinho

Data: 04/10/2013
Fonte:


 Data: 07/07/2011

Fonte: Assessoria de Imprensa
 
Ele é responsável pela introdução da cultura cervejeira na Itália, terra do vinho. Com pinta de galã, Teo Musso, criador da Baladin, veio ao Brasil para contar sua pitoresca história de vida durante o XII Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira, paralelo à Brasil Brau 2011 – Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja.
 
Apaixonado por cervejas belgas, Teo Musso saiu de sua cidade natal, Piozzo, na região do Piemonte (berço do vinho Barolo) e viajou o mundo para aprender a arte da cervejaria. Em 1996, deu início a uma produção limitada e depois do terceiro cozimento à lenha, seu local de trabalho pegou fogo. “Sou uma prova de que o entusiasmo e a paixão vão além da razão. Com minha aventura perdi 50% dos meus clientes. Sobraram os parentes e amigos”, explica, justificando sua obstinação em inaugurar a primeira microcervejaria da Itália.
 
Em 1997 já tentava revolucionar a percepção do produto cerveja na Itália. “Simples, não?”, brinca Teo. Em plena ascensão do movimento gastronômico slow food, achou que era a hora certa para plantar a semente da cultura cervejeira. Iniciou produzindo dois tipos de cerveja em garrafas que lembram o formato das garrafas de vinho: a Isaac, mais leve, em homenagem a seu filho, e a Super, mas intensa.
 
Sua estratégia de marketing foi distribuir as bebidas acondicionadas em caixas para 500 restaurantes da Itália, pedindo que eles oferecessem as cervejas como opção para os clientes que não quisessem beber vinho nas refeições. Depois de um tempo, verificou que 100 restaurantes faziam pedidos com regularidade. Mas apenas três deles ofereciam aos clientes. A maioria consumia todo o pedido entre os colaboradores após o expediente, pois não tinham coragem de, na terra do vinho, oferecer cerveja aos clientes.
 
Certo de que já havia atingido importante alvo, Teo Musso decidiu expandir sua produção utilizando o antigo galinheiro de 200 metros quadrados da propriedade da família. O lugar, porém, ficava a 400 metros de distância da sala de cozimento, o que criou um problema com a fiscalização do governo italiano. A solução foi a instalação de um ‘cervejoduto’ entre os dois espaços.
 
Em 2004, Téo disse ter enfrentado outra ‘crise’, desencadeada pelo fato de continuar sendo, desde 1997, o único produtor artesanal na Itália a ter duas cervejas engarrafadas. O reconhecimento, entretanto, veio logo no ano seguinte, quando a Carlsberg, de Copenhagem, concedeu-lhe o prêmio de principal responsável a fazer o elo entre a cerveja e o mundo dos restaurantes. Era o estímulo que faltava para ele arregaçar as mangas e ajudar os pequenos produtores italianos. Em três anos, a produção que se restringia a 40 passou para 150 microcervejeiros. Hoje já são 380.
 
Assim, Teo foi um dos responsáveis por fazer com que 4 mil restaurantes na Itália adotassem cartas de cervejas especiais, além do vinho. Sua Cantina Baladin foi criada para coroar sua reconciliação com seu pai, onde produziu uma cerveja em homenagem ao mundo dos vinhos brancos e tintos. Este ano, Teo reuniu os 30 principais produtores italianos de vinho, que esvaziaram e doaram seis de seus tonéis de melhores vinhos. Agora eles abrigam a Lune e a Terre, duas cervejas que deverão chegar ao mercado com a ‘alma’ do vinho que ali ‘
Informações & Vendas:
+55 11 5067 6792
brasilbrau@brasilbrau.com.br
Endereço:
Rua Salvador Allende, 6.555
Barra da Tijuca - Rio de Janeiro, RJ